A fisioterapia neurológica é a especialidade que trata disfunções do sistema nervoso central e periférico. É fundamental para a reabilitação de pacientes que sofreram AVC, lesão medular, Parkinson, esclerose múltipla e outras condições neurológicas.
O AVC é uma das principais causas de incapacidade no Brasil. Após um derrame, a fisioterapia neurológica é essencial para recuperar as funções motoras e sensitivas perdidas.
A fisioterapia deve ser iniciada o mais precocemente possível, geralmente nas primeiras 24 a 48 horas após o AVC, ainda na UTI ou enfermaria. A neuroplasticidade (capacidade do cérebro de se reorganizar) é maior nas primeiras semanas após o AVC.
O Parkinson é uma doença progressiva que afeta o movimento, causando tremores, rigidez, lentidão e instabilidade postural. A fisioterapia não cura o Parkinson, mas melhora significativamente a qualidade de vida e retarda a progressão da incapacidade.
A lesão medular pode causar paralisia parcial ou total dos membros. A fisioterapia neurológica trabalha para maximizar a função residual, prevenir complicações e melhorar a independência do paciente.
A esclerose múltipla é uma doença autoimune que afeta o sistema nervoso central. A fisioterapia ajuda a manter a função motora, reduzir a fadiga e melhorar o equilíbrio e coordenação.
A fisioterapia pediátrica neurológica é fundamental para crianças com paralisia cerebral, estimulando o desenvolvimento motor, melhorando o tônus muscular e promovendo maior independência.
A reabilitação neurológica é geralmente um processo longo e contínuo. Para AVC, os maiores ganhos ocorrem nos primeiros 6 meses, mas melhoras podem ser observadas por anos. Para condições degenerativas como Parkinson, o acompanhamento é contínuo e indefinido.
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